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A FEBRABAN precisa se posicionar sobre problemas de acesso de pacientes com dispositivos médicos implantáveis aos bancos

Usuários de dispositvos médicos implantáveis NÃO DEVEM PASSAR PELAS PORTAS COM DETECTOR DE METAIS DOS BANCOS, MESMO COM AVISO DE QUE PODEM PASSAR – SAIBA PORQUE.

A história com as portas giratórias que afeta milhares de pacientes usuários de dispositivos médicos, ação que está sendo conduzida no momento junto ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – INMETRO.

Naquela época o Diretor de Autorregulação informou que iriam trabalhar em um documento “Normativo” que iria abordar o problema em questão. Ainda que o mesmo não pudesse obrigar os bancos a cumprir o Normativo, o mesmo poderia ser utilizado como guia.

Para minha completa não exatamente surpresa (me desculpem, preciso rir … rsrsrs), mais de DOIS anos depois e ao cobrar pelo documento que estava “praticamente pronto” fui informada há algum tempo atrás que o documento Normativo da FEBRABAN não foi aprovado e por isso a questão dos problemas de acesso dos pacientes às instituições financeiras não está contemplado nas questões relevantes de uma Organização cuja Missão é:

“Contribuir para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do País, representando os seus associados e buscando a MELHORIA CONTÍNUA do sistema financeiro e de SUAS RELAÇÕES COM A SOCIEDADE”.

Agradeço entretanto a cordialidade da Diretoria de Autorregulação no tempo de convívio. Mas infelizmente não me surpreendo, e também é mais interessante ainda que o conteúdo que estava na antiga cartilha de orientações da Febraban sobre o acesso dos pacientes, esteja indisponível (Mas eu tenho, afinal são 3 anos de investigação).

NÓS USUÁRIOS DE DISPOSITIVOS MÉDICOS IMPLANTÁVEIS EXIGIREMOS por meio de ações de Advocacy pela nossa ONG Clube do Marcapasso que a questão do acesso dos pacientes a instituições financeiras e outros locais nos quais forem COAGIDOS a proceder diferentemente da recomendação médica seja discutida e soluções para resolução do problema sejam implementadas.

A coleta de materiais que compõe a documentação para discussão do assunto demonstra que EMPRESAS FABRICANTES DE PORTAS DE SEGURANÇA, vendem portas para os bancos baseado em “Laudo” e NÃO em um “Estudo Científico”, inclusive com devido registro na Plataforma Brasil. Evidentemente que procurei estas empresas, conversei longamente com um deles e ADIVINHEM! Isso mesmo: além da resistência ao diálogo, lero lero, e total descaso.

Além do mais, empresas fabricantes de dispositivo cardíacos, ou neuroestimulador por exemplo, recomendam por segurança apresentar a carteira e solicitar entrar pela porta lateral. Alguns tipos de dispositivos médicos podem ser mais sensíveis que outros. E uma empresa de dispositivo cardíaco nova no mercado brasileiro afirmou que seus pacientes NUNCA deverão passar pela porta detectora de metais pelo risco de interferências.

Muitas vezes me pergunto se estou falando num outro idioma. Mas certamente que as vezes devo estar mesmo: “Respeiteis”; “Indigneis”.

Nós, pacientes organizados, constituídos ONG, reivindicaremos pelas mudanças necessárias para que se façam esclarecer questões e fazer valer nossos direito à uma informação de qualidade e garantia à segurança da nossa saúde.

É importante que os usuários de dispositivos médicos eletrônicos implantáveis entendam que os riscos ocorrem com diferentes pesos, e para alguns dispositivos a depender da tecnologia implantada, o risco é pequeno, e para outros, proibitivo. Artigos científicos e documentos de diferentes sociedades médicas mostram que risco aumenta na medida em que o tempo de exposição ao campo também aumenta. No caso de se travar a porta, o tempo de exposição ao arco aumenta. Mas quanto tempo é para cada um dos dispositivos médicos? Além disso as portas não são Certificadas no Brasil e não sabemos a que campos magnéticos podemos estar sendo submetidos. Nós não vamos aceitar que nenhum paciente usuário de dispositivo médico implantável corra riscos.

Essa luta vem desde de 2013 quando publiquei o primeiro post a respeito E NÓS NÃO VAMOS DESISTIR. E o trabalho nesta questão segue a passos largos. Vamos juntos lutar pelas mudanças que tanto desejamos.

Dra. Luciana Alves PhD e-Patiente Adviser | Fundadora e Blogger no PACEMAKERusers | President/CEO no Clube do Marcapasso (Organização Não Governamental) | Membro da Society for Participatory Medicine | Usuária de marca-passo cardíaco

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