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Posicionamento da FEBRABAN sobre o acesso de pacientes aos bancos

A história com as portas giratórias que afeta milhares de pacientes usuários de dispositivos médicos, ação que está sendo conduzida no momento junto ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) vem desde o final do ano de 2013.

Naquela época o Diretor de Autorregulação informou que iriam trabalhar em um documento “Normativo” que iria abordar o problema em questão. Ainda que o mesmo não pudesse obrigar os bancos a cumprir o Normativo, o mesmo poderia ser utilizado como guia.

Para minha completa não exatamente surpresa (me desculpem, preciso rir … rsrsrs), mais de dois anos depois e ao cobrar pelo documento que estava “praticamente pronto” há algumas semanas atrás, fui informada hoje que o documento Normativo da Febraban não foi aprovado e por isso a questão dos problemas de acesso dos pacientes às instituições financeiras não está contemplado nas questões relevantes de uma Organização cuja Missão é:

“Contribuir para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do País, representando os seus associados e buscando a MELHORIA CONTÍNUA melhoria contínua do sistema financeiro e de SUAS RELAÇÕES COM A SOCIEDADE”.

Agradeço entretanto a cordialidade da Diretoria de Autorregulação nesse tempo de convívio. Mas infelizmente não me surpreendo …

Nós usuários de dispositivos médicos implantáveis exigiremos por meio de ações de Advocacy pela nossa ONG que a questão do acesso dos pacientes a instituições financeiras e outros locais nos quais forem COAGIDOS a proceder diferentemente da recomendação médica seja discutida e soluções para resolução do problema sejam implementadas.

A coleta de materiais que compõe a documentação para discussão do assunto demonstra que empresas fabricantes de portas de segurança, vendem portas para os bancos baseado em “Laudo” e não em um “Estudo Científico”. Além do mais empresas fabricantes de dispositivo cardíacos, ou neuroestimulador por exemplo, recomendam por segurança apresentar a carteira e solicitar entrar pela porta lateral. Alguns tipos de dispositivos médicos podem ser mais sensíveis que outros. E uma empresa de dispositivo cardíaco nova no mercado brasileiro afirmou que seus pacientes NUNCA deverão passar pela porta detectora de metais pelo risco de interferências.

Muitas vezes me pergunto se estou falando num outro idioma. Mas certamente que as vezes devo estar mesmo: “Respeiteis”; “Indigneis”. Por isso para muitos cujo foco está apenas no lucro, a despeito do RESPEITO PELAS PESSOAS E POR SEUS DIREITOS, me desculpem os fabricantes de portas de segurança e instituições financeiras, mas meu investimento de VALOR é NAS PESSOAS.

As grandes empresas, seja em que setor for, e instituições financeiras, estão ficando FALIDAS DE VALOR HUMANO agregado ao trabalho. Cuide para que a sua não seja parte do pacote.

Nós, pacientes organizados, constituídos ONG, reivindicaremos pelas mudanças necessárias para que se façam esclarecer questões e fazer valer nossos direitos.

Dr. Luciana Alves PhD e-Patiente Adviser | Fundadora e Blogger no PACEMAKERusers |President/CEO no Clube do Marcapasso (Organização Não Governamental)

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