Minha História, News

Meu elo com a vida: uma simples argolinha metálica em meu coração me mantém viva

Minha história começa quando eu era criança. Faço acompanhamento com cardiologista desde 1 ano de idade com diagnóstico de Tetralogia de Fallot.

Em 1992 com 2 anos fiz minha primeira cirurgia. Com o passar dos anos minha vida erra era praticamente normal apesar de ter insuficiência pulmonar moderada.

Mas quando tinha meus 20 anos, minha médica sempre dizia: está chegando a hora de fazer a troca de sua válvula. Apesar de já ter feito uma vez eu era bebe  não me lembrava, morria de medo só de pensar, mas sabia que uma hora ia acontecer. Naquele mesmo ano fiz meu primeiro cateterismo para poder ver como estava minha válvula, e com o cateterismo tive a certeza que teria que fazer a cirurgia.

Em Março de 2011, com 21 anos, realizei implante de homoenxerto pulmonar. Minha recuperação foi difícil,  tinha muitas dores, e  voltei ao hospital um mês depois muito  ruim Odiava hospital, a comida, o fato de  ficar trancada lá não suportava. Mas ao longo dos meses fui me recuperando …

Em 2012 comecei a sentir muita falta de ar quando subia escadas, quando andava, ou carregava algo  mais pesado. Fui até minha médica fiz um ecocardiograma e veia a noticia que eu teria que fazer uma nova cirurgia. Esse foi o pior dia da minha vida, estava eu sozinha na sala da médica esperando o resultado, quando recebi a notícia.  Até ela ficou abalada com o resultado pois não fazia nem um ano que tinha feito a troca. Não era possível aquilo ter acontecido Então eu fui embora aos prantos, pensando que minha vida acabou. Passar por tudo de novo, as dores, e a longa  recuperação.

Eu chorei muito e minha família ficou abalada. Minha madrinha, que é como uma mãe para mim, ficou inconformada Tivemos que assinar até um termo de responsabilidade que  talvez não daria certo e não voltaria viva .

Além disso tive que escolher o tipo de válvula que  colocaria,  biológica ou a metálica a biológica não precisaria tomar remédio, mais teria que troca-la daqui 10 anos. Detalhe: já tinha colocado ela e não tinha dado certo, então o médico disse que tinha a opção da metálica, só que teria que tomar anticoagulante para o resto de minha vida, e não precisaria fazer a troca nunca mais, mas também eu não poria ter filhos. Optei pela metálica, pois  não queria mais fazer outa  cirurgia e filho adotaria.

No dia anterior à cirurgia pensei comigo: eu tenho um Deus tão grande ele não há de deixar nada de ruim acontecer. Eu vou voltar.

Naquele dia recebi tantas mensagens de apoio tanto das pessoas próximas a mim, quanto  de pessoas que mal conhecia que estavam  rezando por mim.  E assim fui tendo mais certeza ainda de que daria certo.

 Em 18 de Abril de 2012 realizei a cirurgia para troca de tubo valvado e prótese metálica pulmonar.

Minha recuperação foi incrível! Fiquei com tanto medo! Mas deu tudo certo, não senti dor, fiquei mais tempo no hospital que das outras vezes, principalmente na UTI por ser válvula metálica, mais deu tudo certo .

Hoje já faz 4 anos que fiz minha cirurgia. Tenho uma vida normal, saio, me divirto, tudo com moderação.

E hoje tenho que agradecer a Deus e aos médicos por estar viva. Agradecer a  minha família que sempre está ao meu lado  e as pessoa que rezaram por mim.

Danúbia Ribeiro – Curitiba – PR

Padrão