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Reabilitação cardíaca em usuários de marca-passo e CDI

É indiscutível a importância do exercício físico em portadores de marcapasso e CDI. Muita gente porém, não consegue ou não se sente seguro para se exercitar sozinho sem uma supervisão direta. Por mais que  comece o exercício aos poucos, principalmente quando nunca se realizou atividade física, ou mesmo quando já ativo, há uma enorme insegurança. É comum ouvirmos perguntas como estas: Será que estou indo rápido demais, ou devagar demais? Posso fazer este movimento? Posso levantar este peso?

O novo usuário de marcapasso e CDI se sente inseguro também por não saber ao certo quais os riscos e limites do exercício. Ainda está emocionalmente abalado e qualquer atividade que coloque o dispositivo em teste ainda é temerosa.

Acredito que o maior benefício do exercício físico diz respeito às melhoras na qualidade de vida e independência funcional do usuário. Mas o que é esta independência funcional? É a capacidade de realizar as atividades cotidianas – caminhar, subir escadas, trabalhar, namorar, passear – com segurança e de maneira independente. Este sem dúvida é o maior objetivo da Reabilitação Cardíaca.

Independente da patologia, o que buscamos é uma melhor qualidade de vida do nosso paciente, e isso reflete em algumas diferenças no dia a dia, que talvez somente o paciente perceba (p.ex.: subir um lance de escadas sem se cansar, conseguir brincar com os filhos e netos, passear no parque, e até mesmo tomar banho tranquilamente). Inserido em um Programa de Reabilitação Cardíaca o usuário se exercita de maneira segura, dentro dos limites ideais para o tipo de patologia de base e de dispositivo implantado, e assim alcança melhores resultados funcionais.

No próximo post explicarei melhor sobre estes “limites” do exercício ao usuário. Aguardem…

Renata Cruzeiro Ribas – Fisioterapeuta especializada em Reabilitação Cardiovascular – Colaboradora de PACEMAKERusers

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