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Cardiologia do Esporte na estimulação cardíaca artificial

O dia-a-dia do médico está muitas vezes mais próxima de doenças do que da vida saudável, da promoção da saúde propriamente dita.  Contudo, o interesse de médicos por esporte, como campo de ciências e estudo já é antigo: o berço da Medicina do Esporte foi a Alemanha, em 1910.  Posteriormente o Harvard Fatigue Laboratory 1927-1947 foi o grande expoente mundial do que conhecemos hoje por Fisiologia do Exercício, quando a Medicina e o Exercício se aproximaram mais ainda.   Atualmente entende-se que a presença do médico é indispensável na Equipe Multiprofissional que orienta Exercício Físico, especialmente no que diz respeito à Segurança do Paciente: contribuindo na estruturação do treino/orientação (dose, duração, intensidade e frequência), de maneira que o exercício físico seja remédio e não veneno.

A presença de dispositivos cardíacos implantáveis (marca-passos, desfibriladores e ressincronizadores) não é impedimento formal para a prática de exercícios físicos. Certamente é preciso haver segurança para essa prática (orientação e supervisão médica adequadas) e é justamente neste cenário que foi criado o conceito de Programa de Reabilitação Cardíaca. A avaliação desses pacientes envolve não apenas o funcionamento do seu dispositivo, mas também o quadro clínico global e o grau de compensação de sua cardiopatia.  Aliás, o que temos visto no dia-a-dia é que a descompensação clínica da doença cardíaca de base costuma ser o fator mais limitante e não a presença do dispositivo propriamente dita.

Dr. Paulo Christo – Cardiologista – Especialista em Reabilitação Cardíaca/Cardiologia do Esporte – Colaborador de PACEMAKERusers

 

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