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36 bpm, 45 bpm, marca-passo: saiam da frente, aí vem a Vanessa

Meu nome é Vanessa Silva Leal Terra, sou do Rio de Janeiro (RJ) e tenho 25 anos.

Aos 14 anos, meus pais descobriram que eu tinha arritmia congênita. A minha frequência cardíaca máxima era de 36 bpm.

Comecei o tratamento com cardiologistas, em Laranjeiras com, onde consegui uma evolução: a minha frequência chegava a gora a 45 bpm (isso em atividade).

Após descobrir a cardiopatia, fui restringida de praticar qualquer atividade física, ou seja, nos tempos de escola, os médicos me davam um atestado todo ano, não deixando eu fazer nenhuma atividade, mesmo depois da escola, não podia fazer academia, e tinha que me controlar para não engordar … rsrsrs.

Com todos estes problemas, meu coração já estava começando a crescer, se eu me cansasse um pouquinho a mais, eu desmaiava: isto era fácil de de acontecer. Então, correr, eu não podia fazer isso de jeito nenhum.

Comecei a tomar remédios, mas também não adiantou nadinha, os anos foram passando, o quadro não evoluiu, e a única solução era colocar o marca-passo. Tal solução que eu e meus pais fomos adiando o máximo que podíamos. Mas na minha última consulta, em 2013, eu já cansada, e com 23 anos, a médica virou para mim e me disse que eu não poderia mais fugir, que era para eu colocar o mais rápido possível, e que não poderia engravidar sem colocar o marca-passo.

Pois bem, quando foi no dia 11 de fevereiro de 2015, não tinha mais como adiar. Fiz o implante do marca-passo. A cirurgia ocorreu perfeitamente e, depois da recuperação eu poderia enfim praticar atividades físicas. Mas isso foi aos pouquinhos. Por enquanto estou só na corridinha de leve e caminhada, pois academia o medico não me liberou ainda. Hoje eu corro e faço caminhadas leves, apareceu corrida de 5k, eu to fazendo rs, é muito bom.

Quando foi em Setembro teve uma corrida no Jacarezinhos de 5k, e eu participei com meu esposo que é Professor de Educação Física (rsrsrs), fizemos 5k em 1h de subidas e descidas, mas isso com a liberação do médico. A Página Pra Correr também compartilhou minha história, foi meu esposo que contou para eles, e eles compartilharam. Amei, foram várias palavras de carinho :)!

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Hoje, eu me sinto super bem, não sinto mais cansaço, nem tonteiras e nem desmaio mais … rsrsrs. Me sinto bem, me sinto viva!
Foto: Vanessa e seu marido Raphael Leal de Souza Terra.
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