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Remoção de eletrodo cardíaco a laser: o que você precisa saber

Nos últimos dois meses o assunto os riscos de se permanecer com eletrodos antigos foram demandados por dois portadores de marca-passo.

Em um dos casos o portador apresentou-se extremamente angustiado e com sintomas depressivos, após os profissionais de saúde, que acompanham o caso, informarem que o mesmo não mais necessitava do marca-passo (um caso extremamente raro, e cujo assunto não vou abordar aqui no momento). E outro portador que, com vários eletrodos, a necessidade de retirada pode ser uma realidade para evitar complicações, e permitir o implante de novos.

Tendo recentemente visitado a Biomedical, que está disponibilizando uma nova técnica de extração de eletrodos por meio de laser (tecnologia Glidelight), algumas informações são muito importantes para que médicos e pacientes pensem sobre a decisão de se deixar ou extrair eletrodos.

Um dos principais problemas relacionados à extração e que faz com que em alguns casos seja um procedimento bastante delicado, é que o tecido que fica ao redor do eletrodo pode impedir que o médico o remova com segurança.

Eletrodos cardíacos podem precisar ser removidos por diversos motivos, como por exemplo:

  • O eletrodo não está funcionando adequadamente.
  • Desenvolvimento de infecção.
  • O eletrodo está interferindo o fluxo de sangue para o coração.
  • Existe um mal funcionamento do eletrodo.
  • O eletrodo impede você de se submeter a Ressonância Magnética.
  • O modelo de seu dispositivo sofreu um upgrade e os eletrodos precisam ser substituídos.
  • Não há mais espaço para adicionar novos eletrodos.

Os riscos de deixar um eletrodo abandonado incluem:

  • Seus eletrodos podem infectar, levando a decomposição da loja assim como endocardite, que 
é uma infecção em seu coração.
  • Mesmo que o novo eletrodo permita que você faça Ressonância Magnética, você não poderá ser submetido a este exame com um eletrodo antigo que não seja compatível.
  • A veia que vai até o seu coração poderá ficar bloqueada resultando em uma doença conhecida como Síndrome da Veia Cava Superior.
  • Poderá haver formação de coágulos nos eletrodos e esses coágulos podem percorrer a corrente
 sanguínea, resultando em trombose.
  • Os eletrodos ainda podem interagir entre si causando interferências no dispositivo cardíaco e resultar em uma má condução elétrica.
  • O eletrodo pode se tornar mais difícil de ser extraído no futuro.

A alternativa que foi apresentada é a tecnologia do laser “frio” (tecnologia Glidelight), que é o mesmo tipo usado nas cirurgias dos olhos. A aplicação do laser leva à uma delicadamente vaporização do tecido ao redor do eletrodo, e ajuda que a extração seja realizada mais facilmente.

Quando perguntado sobre taxa de sucesso, os dados revelaram que a taxa de sucesso é de 97,7% e que apenas 1,4% dos pacientes tiveram efeitos adversos.

É sempre muito bom tomar conhecimento de tecnologias como esta, e lembre-se, seu médico é seu melhor parceiro, e só ele pode avaliar a necessidade ou não de se extrair eletrodos, e a técnica a ser utilizada na extração.

Por Dra. Luciana Alves PhD – Fundadora e Líder de PACEMAKERusers – Portadora de marca-passo cardíaco

Referência: Biomedical

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