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Dispositivo médico implantável em estudo trata a Escoliose Idiopática do Adolescente

Estima-se que 2-3% dos jovens com idades entre 10-16 anos sofra de Escoliose Idiopática do Adolescente (EIA), que é uma curva lateral estruturada da coluna vertebral. O problema ocorre entre os 10 e 18 anos, e não tem causa definida, de acordo com a Scoliosis Research Society. A EIA pode variar em graus de curvatura, podendo chegar a 30 graus. Não existem diferenças para meninos e meninas em relação às curvas de menor magnitude, entretanto, para os desvios maiores encontram-se mais mulheres do que homens com a patologia.

Pesquisa sugere que a EIA é causada por uma doença do sistema nervoso central. De acordo com a teoria levantada, a ligação dos nervos e os músculos das costas em um dos lados estaria comprometida, de forma que o lado doente deixaria de receber o sinal para manter a postura adequada.

Baseado nessa teoria os pesquisadores do Fraunhofer Institute for Photonic Microsystems na cidade de Dresden, Alemanha, desenvolveram um dispositivo que entrega uma terapia de eletroestimulação funcional de forma a substituir dos sinais nervosos nas áreas comprometidas. Trata-se do “StimulAIS” cuja função principal função é gerar um padrão de pulsos elétricos que alterna fases ativas e períodos de descanso, e o médico pode ajustar o padrão para melhor adequar à necessidade do paciente. O gerador do dispositivo é implantado na região da virilha e os eletrodos são dispostos na medula espinhal. O dispositivo monitora o lado saudável do corpo, e bem resumidamente, fornece valores de referência para que se possa ajustar a estimulação muscular de acordo com a evolução do tratamento.

O programa de treinamento básico por meio do dispositivo pode requerer de seis a oito horas de tratamento todos os dias, de preferência durante a noite, ou em naqueles momentos em que a pessoa estiver mais tranquila.

Os testes iniciais mostraram que a tecnologia funciona. A tecnologia pode ser uma alternativa benéfica em comparação com os tratamentos onde se indica o uso de um colete, ou nos casos mais graves, cuja indicação é cirúrgica.

Vamos ver como os estudos clínicos vão evoluir e se o dispositivo poderá aliviar a escoliose, ou mesmo curá-la.

Por Dra. Luciana Alves PhD – Fundadora e Líder de PACEMAKERusers – Portadora de marca-passo cardíaco

Fonte: Stimulais Project,  Fraunhofer

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