Minha História

Eu reivindiquei pelos meus direitos para ter meu marca-passo implantado

Olá, meu nome é Fátima de Jesus, e sou de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro.

No ano de 2011 chegando eu do trabalho de diarista muito cansada, deitei no sofá e acabei pegando no sono. Por volta das 00:00 horas acordei com falta de ar, dor no peito, e muito cansaço, com chiado no peito parecido crise de bronquite, suando frio e ao mesmo instante me deu vontade de ir ao banheiro. Logo em seguida comecei a tossi e vomitar.  Isso durou a noite toda. Pela manhã meu filho me levou a uma UPA onde eu fui atendida e passei por exames de RX do tórax, ECG e enzima cardíaco, onde foi diagnosticado cardiopatia delatada e um infarto de pequeno grau.

Fui encaminhada para um ambulatório de cardiologia para fazer um acompanhamento no posto de saúde no bairro onde moro. O cardiologista que me atendeu passou vários exames. Porém antes de realizar os exames, voltei a passar mal. Não satisfeita com o atendimento do posto de saúde, pedi um encaminhamento para o Instituto Estadual de cardiologia Aloysio de Castro no Humaitá no Rio de Janeiro, onde faço tratamento com dois especialistas Dr. Bruno Hellmuth, da cardiopatia e Dr. Erivelton Nascimento, da arritmia.

No inicio do tratamento fui indicada para um possível implante de marca-passo, porém Dr Erivelton achou melhor fazer um tratamento com medicação para ver se meu cansaço diminuiria. Neste mesmo tempo eu comecei a fazer reabilitação cardíaca no próprio hospital, perdi peso, mas a pressão ficava muito baixa ai conversei com o Dr Erivelton que diminuiu a dosagem da medicação , mas mesmo assim a pressão continuava baixa,70×30. Com isso, a doutora da reabilitação falou que eu tinha que realmente por o marca-passo. Então entrei em uma fila de espera com 7 pessoas. Depois de aproximadamente 3 mês eu fui chamada para fazer uma bateria de exames e me informaram que eu iria internar dois dias depois, vim para casa e no mesmo dia o hospital me ligou e informando que a cirurgia estava suspensa por conta do ar condicionado do centro cirúrgico estava com defeito e que era para eu aguardar.

Passaram uns 20 dias ai o hospital me ligou pedindo para eu comparecer na unidade de arritmia e eu fui achando que era para internar, mas para minha surpresa foi para in formar que não tinha como realizar o procedimento por que o ar continuava quebrado dependendo de uma licitação do governo para o conserto, e falou que eu teria que ir para o SISREG.

Fiquei indignada e fui para a defensoria publica e denunciei na  Band News, onde a Band entrou em contato com a Secretaria de Saúde, e eu fui internada na mesma semana. Internei no dia 21 de abril para fazer o procedimento no dia 22, porém tive a cirurgia desmarcada por três vezes, a primeira porque o pessoal da limpeza entrou em greve, depois  o elevador que transporta maca estava quebrado, outra vez o ar que quebrou, porém toda semana meu nome ia para o quadro de cirurgia, ai me botavam de dieta zero, fazia assepsia ai vinha o médico e informava que foi suspenso, enfim tinha a equipe médica,  o aparelho, mas por conta de falta dos serviços a cirurgia era adiada, e eu todos os dias denunciava na Band News, na ouvidoria do hospital, e da Secretaria de Saúde, até que 12 de maio a equipe do RJTV esteve no hospital e eu dei uma entrevista pela janela da enfermaria. No outro dia finalmente eu fiz o procedimento que já estava marcado para o dia 13 maio.

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