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Neuroestimulador medular: uma alternativa para o tratamento da dor crônica

“A dor é inevitável, o sofrimento é opcional” já dizia Carlos Drummond de Andrade. Por isso a tecnologia dos neuroestimuladores tem sido uma opção para melhorar a qualidade de vida de pessoas que sofrem de dor crônica, e que já tentaram outros recursos terapêuticos sem sucesso.

O aparelho é semelhante a um marca-passo e os eletrodos são implantados na medula espinhal que é estimulada pelo dispositivo. O estímulo tem como objetivo ativar as vias que inibem a dor e o bloqueio eletrofisiológico da recepção do estímulo de dor.

A decisão pelo implante definitivo pode ser discutido entre o paciente e seu médico uma vez que atualmente é possível testar se o alívio da dor compensa realizar um implante definitivo do dispositivo. Um período de teste de até duas semanas pode ser realizado para uma decisão final.

No Brasil existem casos de portadores de marca-passo cardíaco que também são portadores de um neuroestimulador. Neste caso são realizados ajustes específicos nos dispositivos.

Apesar de não haver 100% de garantia de que a dor irá cessar por completo, caso o paciente tenha uma boa resposta a este tipo de tratamento, uma vez que a resposta individual pode variar muito, a tecnologia pode melhorar muito a qualidade de vida do paciente que sofre de dor crônica.

Por Dra. Luciana Alves PhD – Fundadora e Líder de PACEMAKERusers – Portadora de marca-passo cardíaco

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