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Dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis e Cirurgias – Orientações Gerais

Hoje, mais de 30 mil pessoas por ano no Brasil, recebem indicação para implantar um dispositivo cardíaco. A sigla DCEI serve para vários produtos, como marca-passos, cardio-desfibriladores implantáveis e ressincronizadores cardíacos. Boa parte das pessoas que tem um DCEI é idosa e é natural esperar que este grupo tenha maior risco de receber alguma indicação de cirurgias e exames não cardíacos.

Neste cenário (portador de DCEI que precisa fazer uma cirurgia ou exame qualquer), o que fazer? Quais os riscos? A quem procurar ou pedir ajuda?

Afinal, o portador de um DCEI não conhece detalhes técnicos do produto que usa, mas sabe intuitivamente que existem riscos…

O que se pode dizer hoje em dia, com relação aos riscos, é que:

  1. A grande maioria dos exames e cirurgias, não produz dano ao sistema implantado. Não há o que temer por exemplo, quanto a “desprogramar o marca-passo”, ou “gastar a bateria”, ou “desligar o ressincronizador”. Todos os exemplos acima são mitos, que ainda circulam entre os usuários de DCEIs e até, alguns médicos.
  2. O que pode acontecer é que durante a cirurgia (ou exame), alguns equipamentos (bisturi elétrico, por exemplo), produzam algum grau de interferência, capaz de alterar temporariamente o modo de funcionamento do DCEI. No caso de CDIs o maior risco é do DCEI identificar a eventual interferência como uma arritmia ventricular e “tratar” com choque… o que não é agradável, nem saudável.
  3. A grande exceção esta no exame de Ressonância Magnética. Este assunto merece um post específico.

Assim, a melhor conduta que o paciente de DCEI deve adotar, e:

  1. Não dê ouvidos a conversas de vizinhos, parentes, conhecidos, etc.: estas pessoas são na sua maioria, leigas, cheias de boa vontade em ajudar e estórias mirabolantes para contar.
  2. Procure seu médico e explique a questão. Ele irá indicar qual o melhor caminho. Se eventualmente o médico entender que é preciso alguma alteração no modo de funcionamento no DCEI, ele irá entrar em contato com a equipe técnica da empresa em questão, para que se proceda a esta alteração antes da cirurgia/exame e que logo após, o técnico da empresa volte o aparelho para seu funcionamento normal.

Por Sildes Rosa – Autor Convidado

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