News

Ressuscitação cardiopulmonar em portadores de dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis

O reconhecimento rápido da ocorrência de um indivíduo em parada cardiorrespiratória (PCR) e o início imediato de manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) pode ser feito por qualquer indivíduo e é fundamental para a sobrevivência da pessoa afetada.

O fato do individuo ser portador de DCEI não muda praticamente nada no atendimento.

A sequência para atendimento recomendada para um socorrista que atua sozinho foi modificada há algum tempo. A recomendação é que ele inicie as compressões torácicas (antigamente chamada de “massagem cardíaca”) antes da ventilação de resgate. A antiga sequencia ABC (Vias Aéreas – Boa ventilação – Compressão Torácica) agora é CAB.

A vasta maioria das PCRs ocorre em adultos, e as taxas mais altas de sobrevivência à PCR envolvem pacientes de todas as faixas etárias cuja PCR foi presenciada por outras pessoas.

Com a alteração da sequencia para C-A-B, as compressões torácicas serão iniciadas mais cedo e o atraso na ventilação será mínimo.

O suporte básico de vida (SBV), normalmente, é descrito como uma sequencia de ações, e isso continua válido para quando o socorrista que atua sozinho e pode ser feito por qualquer indivíduo (existem cursos de suporte básico de vida para a população em geral). A maioria dos profissionais de saúde, contudo, trabalha em equipe, cujos membros, geralmente, executam as ações de SBV simultaneamente.

Terapia Elétrica

A ênfase na desfibrilação precoce (envolve a utilização do desfibrilador externo automático, chamado de DEA, que pode ser manipulado por qualquer indivíduo), integrada com RCP de alta qualidade é a chave para melhorar a sobrevivência à PCR súbita.

Todos os locais onde há concentração grande de pessoas (aeroportos, Shopping Center, estádios de futebol, etc.) deve dispor de DEA e sua localização deve ser bem sinalizada.

Deve-se iniciar RCP enquanto o DEA verifica o ritmo.

Quando a checagem de ritmo aponta FV/TV sem pulso o socorrista deve realizar RCP até que o desfibrilador esteja carregado e todos estejam afastados para então disparar o choque.

Ao posicionar as pás do DEA em um portador de DCEI, tomar cuidado para que estejam longe do dispositivo pelo menos 8 cm (o posicionamento anteroposterior das pás pode ser uma opção).

Por Dra. Cláudia da Silva Fragata – CRM-SP 98985 – Autora convidada de PACEMAKERusers

Padrão