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Stent biorreabsorvível: saiba quais as vantagens em relação ao stent metálico

As doenças cardiovasculares (DCVs) lideram as causas de morte prematuras no Brasil, matando cerca de 300 mil pessoas anualmente. Entre as DCVs mais comuns estão o infarto, a insuficiência cardíaca e a hipertensão.

A depender do problema cardíaco há a necessidade do implante de um stent. O stent consiste em uma pequena prótese em formato de tubo que é inserida no interior de uma artéria para evitar uma possível obstrução total dos vasos. Até pouco tempo os stents disponibilizados no país eram feitos de metal.

Em dezembro de 2014 a Abbott anunciou o lançamento do stent AbsorbTM. De acordo com a empresa este é o primeiro sistema biorreabsorvível de eluição de medicamento no mundo (BVS – Bioresorbable Vascular Scaffold), comercializado em mais de 60 países e recentemente disponibilizado no Brasil.

A cardiologia intervencionista agora tem disponível o primeiro dispositivo do gênero para o tratamento da doença arterial coronariana. E os implantes já estão sendo realizados no país.

O Suporte Vascular Biorreabsorvível (BVS) AbsorbTM atua para uma restauração do fluxo sanguíneo no coração, assim como os stents metálicos fazem, entretanto ao contrário dos stents metálicos, o BVS é absorvido em um período de 2 a 3 anos. Com isso a artéria coronária pode assumir uma função mais fisiológica à medida que o stent vai sendo absorvido, podendo contrair ou expandir-se para aumentar o fluxo de sangue quando por exemplo a pessoa pratica uma atividade física.

Além desse benefício reduz-se a necessidade de manter tratamento de longo prazo com medicamentos antiagregantes e no caso de necessidade de se realizar uma nova intervenção, esta poderá ocorrer de forma mais tranquila sem um implante permanente.

Por Dra. Luciana Alves PhD- Fundadora e Líder de PACEMAKERusers – Portadora de marca-passo cardíaco

Referência: Abbott

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