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Implante de marca-passo ou desfibrilador: cuidados em pós-operatório recente

O implante de marca-passo ou desfibrilador implantável é um procedimento cirúrgico que envolve uma cicatriz pequena e muita habilidade na manipulação interna dos cateteres/eletrodos. Apesar de a ferida operatória ser pequena, a cirurgia em si causa dor, e incomodo em especial no primeiro mês. Estes podem ser minimizados e muito com os cuidados adequados.

No implante, uma veia do braço que leva ao coração é dissecada ou puncionada. Isso as vezes causa um grau leve de dor nas primeiras horas, ainda no hospital. É normal um grau leve de dor na clavícula. Não é normal dor ao respirar, persistente, nem falta de ar (A agulha da punção pode ter furado a pleura* e ter ar fora do pulmão, precisando de drenagem. Um Raio X já diferencia um do outro).

Posicionados os eletrodos, eles são fixados no músculo e no coração. Nas primeiras 24 horas podem se deslocar, e além dos sintomas iniciais voltarem a acontecer (O marca-passo não enxerga ou sente como deveria) pode aparecer palpitações. Cabe lembrar que existe um período de adaptação ao aparelho, onde a nova frequência cardíaca é estranha ao usuário.

 A dor no local da loja é normal, e pode ser tratada com qualquer analgésico, dependendo da doença cardíaca de cada paciente. Dor e cor arroxeada (hematoma pequeno) são comuns. Se a ferida começar a aumentar de volume, ficar uma bola tensa e muito dolorida ou soltar algum ponto ou sair sangue é importante retornar ao seu médico. Alguns hematomas muito grandes precisam ser drenados. É importante discutir com seu médico o que você pode sentir e os remédios para evitar sensações desagradáveis.

Por Dr. Bruno Valdigem CRM/SP 118535 – Autor convidado de PACEMAKERusers

* A pleura é uma membrana fina e transparente que cobre os pulmões e que reveste o interior da parede torácica.

Imagem: Arquivo Pessoal – Dra. Luciana Alves PhD – Fundadora e Líder de PACEMAKERusers

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