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Fibrilação Ventricular e tratamento por meio do Cardioversor Desfibrilador Implantável

A fibrilação ventricular é uma arritmia cardíaca grave, caracterizada por uma série de contrações ventriculares rápidas, fracas e inefetivas, produzidas por múltiplos impulsos elétricos, originários de vários pontos no ventrículo. Esta condição pode ser compreendida como o caos elétrico entre as células cardíacas.

Durante esta arritmia, os ventrículos apenas tremem e não contraem de forma coordenada. Como o sangue não é bombeado, a fibrilação ventricular leva a parada cardíaca e a não ser que seja tratada imediatamente, é fatal.

A maneira mais rápida de restituir a ordem entre as células cardíacas é o choque elétrico – ou desfibrilação elétrica. Assim, nos pacientes recuperados de parada cardíaca ou que apresentam disfunção grave da capacidade de contração do ventrículo esquerdo, é usado o Cardioversor Desfibrilador Implantável (CDI), capaz de identificar e tratar imediatamente um episódio de fibrilação ventricular.

O sucesso do choque entregue pelo CDI em extinguir a arritmia, é determinado principalmente pela quantidade mínima de corrente elétrica aplicada ao músculo cardíaco. Os CDIs usam choque bipolar para debelar a arritmia. A duração deste choque é variável (depende de característica elétrica do coração), mas é muito rápida e varia de 3 a 10 milésimos de segundo.

A amplitude (voltagem) do choque é variável também: o médico pode escolher qual a energia para cada paciente. Os valores variam entre 300 a 1000 Volts, aproximadamente.

Outra característica presente nos CDIs mais modernos é que se um choque é aplicado no paciente, sem sucesso em eliminar a arritmia, outros choques serão entregues, porém com polaridades diferentes do primeiro – isto aumenta muito a chance de sucesso.

Finalmente, é possível “escolher” por onde dentro do coração, o choque circulará – novamente este recurso visa aumentar a chance de sucesso da terapia.

O choque aplicado pelo CDI costuma ser ajustado de tal maneira que normalmente é liberado quando o paciente já está inconsciente. Desta forma, é minimizado o desconforto (dor) causado pela terapia.

Por Sildes Rosa – Autor convidado de PACEMAKERusers

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