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Saiba mais sobre a vida com um cardiodesfibrilador implantável

O CDI ou Cardesfibrilador Implantável é um dos Dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis (DCEI), que é como os especialistas chamam os Marca-passos, Ressincronizadores e CDIs.

A função principal de um CDI é tratar uma Arritmia Ventricular Grave que pode levar a uma Parada Cardiorespiratória.

Todos os CDIs possuem a função de marca-passo também, porém nem sempre essa função está sendo usada, principalmente quando a indicação de implante de um CDI for exclusivamente para prevenção de Morte Súbita.

Dizemos que existem as indicações de Prevenção Primária (quando o paciente nunca teve um evento, porém tem grandes chances de tê-lo) e as de Prevenção Secundária (quando o paciente já teve um evento arrítmico ventricular documentado).

Os CDIs são maiores que os marca-passos tradicionais, pois a sua bateria tem a capacidade de entregar uma carga de energia em torno de 35 a 40 joules.

Normalmente são implantados à esquerda, e podem ser submusculares em casos de pacientes com pouco subcutâneo. Isto é uma técnica cirúrgica que depende da indicação médica e de cada caso.

Em relação à prática de atividades físicas e sexuais, não é o fato de se possuir um CDI que vai limitá-la e sim a patologia que indicou o implante do mesmo.

Quem faz esta liberação é especialista em Estimulação Cardíaca, que avalia se a arritmia pode ser desencadeada pelo esforço ou não e após a completa cicatrização da cirurgia.

Os CDIs podem ser implantados em qualquer época da vida, temos crianças portadoras destes dispositivos. Quando as crianças são muito pequenas fazemos o implante epicárdico e o aparelho se aloja no abdomen ou na região subxifoide (Imagem 1).

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Imagem 1: Região subxifoide

Os CDIs são verdadeiros anjos da guarda, que monitorizam o ritmo cardíaco e tratam uma arritmia cardíaca grave, muitas vezes revertendo uma parada cardíaca.

É fundamental que os portadores destes DCEI, sempre façam um acompanhamento com um Especialista em Estimulação Cardíaca para avaliar através de um programador, a bateria, os limiares de comando e sensibilidade, a presença de arritmias, etc.

Quando um portador de CDI recebe um choque, ele deve se acalmar, ficar em repouso e entrar em contato com o seu médico para antecipar a consulta. Não há necessidade de se dirigir imediatamente a um Pronto Socorro, somente se os choques se repetirem.

Nunca ouça conselhos de pessoas leigas, sempre procure informações com médicos e especialistas na área.

Por Drª. Cecília Monteiro Boya Barcellos – CRM/SP 80657 – Autora convidada de PACEMAKERusers

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