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Vacinação em portadores de marca-passo, CDI e Ressincronizador

O Inverno está chegando e com ele o aumento nos casos de gripes e resfriados. A vacinação, principalmente contra a gripe H1N1 é fundamental para proteger principalmente os cardiopatas nesta época do ano, incluindo os portadores de marca-passo, cardiodesfibriladores implantáveis e ressincronizador cardíaco.

As Secretarias de Saúde convocam anualmente todos os portadores de doenças crônicas para vacinação contra a gripe.

A imunização é oferecida gratuitamente para pessoas com diagnóstico de cardiopatias, pneumopatias, hepatopatias, nefropatias, diabetes, doenças neurológicas incapacitantes, obesidade e imunodepressão (pacientes que possuem sistema imunológico debilitado provocado por câncer, AIDS, imunodeficiências congênita, ou que tenham feito algum tipo de transplante de órgãos ou de medula óssea).

Para receber a vacina, é necessário comparecer a um dos postos de vacinação no Estado e apresentar receita ou laudo médico que comprove o diagnóstico da doença.

A dose oferece proteção contra três tipos do vírus, incluindo o H1N1.

Além da vacina contra a gripe, outras vacinas também devem fazer parte da imunização não só do portador de marca-passo, mas de todos.

As vacinas de bactérias atenuadas ou vírus atenuados, em princípio, não devem ser administradas a pessoas:

  • com imunodeficiência congênita ou adquirida;
  • acometidas de neoplasia maligna;
  • em tratamento com corticosteroides em dose alta (equivalente a prednisona na dose de 2mg/ kg/ dia ou mais, para crianças, ou de ≥20 mg / dia para adultos ou pacientes recebendo terapêutica imunodepressora (quimioterapia, radioterapia etc.);
  • grávidas (salvo situações de alto risco de exposição a algumas doenças virais imunopreveníveis, como, por exemplo, febre amarela). Ressalte-se que, mesmo em países onde o abortamento por possível infecção do feto conta com respaldo legal, a vacinação inadvertida durante a gravidez não constitui indicação para a sua interrupção.

SITUAÇÕES EM QUE SE RECOMENDA O ADIAMENTO DA VACINAÇÃO

  • Até três meses após o tratamento com imunodepressores ou com corticosteróides em dose alta. Esta recomendação é válida inclusive para vacinas produzidas com microorganismos mortos (inativados) ou seus componentes, pela possível inadequação da resposta.
  • Administração de imunoglobulina, sangue ou derivados, devido à possibilidade de que os anticorpos presentes nesses produtos neutralizem o vírus vacinal. Esta recomendação é valida para as vacinas contra a o sarampo, a caxumba e rubéola. As vacinas contra a caxumba e a rubéola não devem ser administradas nas duas semanas que antecedem ou até três meses após o uso de imunoglobulina, sangue ou derivados. Quanto à vacina contra o sarampo, a interferência com a resposta sorológica pode ser mais prolongada (Norma do Programa Estadual de Imunização – São Paulo), www.cve.saude.sp.gov.br
  • Durante a evolução de doenças agudas febris graves, sobretudo para que seus sinais e sintomas não sejam atribuídos ou confundidos com possíveis eventos adversos das vacinas.

FALSAS CONTRA-INDICAÇÕES À VACINAÇÃO

  • Afecções comuns, como doenças infecciosas ou alérgicas do trato respiratório superior com tosse e/ou coriza; diarreia leve ou moderada; doenças da pele (lesões impetiginosas esparsas; escabiose).
  • História e/ou diagnóstico clínico pregresso de tuberculose, hepatite B, coqueluche, difteria, tétano, poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola e febre amarela, no que diz respeito à aplicação das respectivas vacinas
  • Desnutrição.
  • Uso de qualquer tipo de antimicrobiano.
  • Vacinação contra a raiva.
  • Doença neurológica estável (exemplo: convulsão controlada) ou pregressa, com sequela presente.
  • Antecedente familiar de convulsão.
  • Tratamento sistêmico com corticosteróides nas seguintes situações: curta duração (inferior a duas semanas), independentemente da dose; doses baixas ou moderadas, independentemente do tempo; tratamento prolongado, em dias alternados, com corticosteróides de ação curta; doses de manutenção fisiológica.
  • Alergias (exceto as relacionadas com os componentes das vacinas).
  • Prematuridade ou baixo peso ao nascimento.
  • Internação hospitalar. Esta é uma ótima oportunidade para atualizar o esquema de vacinações, desde que não haja contraindicação formal.

Por Drª. Claudia da Silva Fragata – CRM/SP 98985 – Autora convidada de  PACEMAKERusers

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