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Marca-passo para portadores de Esclerose Lateral Amiotrófica

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença degenerativa do sistema nervoso na qual há uma paralisia motora, progressiva e irreversível, sendo a mesma altamente incapacitante. Na ELA há um endurecimento da porção lateral da medula espinhal que decorre da morte de neurônios motores, que é a esclerose, e um enfraquecimento dos músculos que ficam atróficos (termo que designa que algo está menor ou fraco) devido à morte de neurônios motores inferiores. Desta forma a doença refere-se à fraqueza muscular por morte de neurônios motores.

A doença resulta na perda de ativação de músculos voluntários, aqueles envolvidos nos movimentos dos braços ou pernas, músculos da respiração ou aqueles responsáveis pela fala e pela deglutição. A doença afeta cerca de 6 em cada 100 mil pessoas, ou cerca de 12 mil brasileiros.

Em setembro de 2013 foi publicada na internet uma notícia animadora para os pacientes que sofrem com a doença. Um paciente portador de ELA teve implantado um estimulador diafragmático, um marca-passo. O dispositivo é capaz de evitar a atrofia e perda de força do diafragma. O procedimento foi realizado por meio de videolaparoscopia, e o local onde os eletrodos foram implantados foi identificado através da observação da resposta do músculo à estimulação.

O implante do marca-passo pode ajudar na manutenção da qualidade de vida do paciente à medida que a doença progride. O marca-passo pode evitar a atrofia e perda de força do diafragma, tornando mais amenos os sintomas da doença, que pode levar à parada respiratória.

O implante foi realizado no Hospital Moinhos de Vento, pioneiro no uso dessa tecnologia, e que tem atualmente a única equipe na América Latina capacitada para realizar o implante cirúrgico. A cirurgia foi realizada pelo cirurgião Richard Gurski e pelo neurologista Francisco Tellechea Rotta.

Segundo o Dr. Francisco Rotta (neurologista) os critérios de seleção de pacientes para o procedimento são:

1) ELA esporádica ou Familiar.
2) Capacidade vital forçada entre 45 e 60% do predito.
3) Neurocondução do nervo frênico com amplitude da resposta motora (CMAP) de pelo menos 0,1 mV.
4) Desejável que o predominante seja de neurônios motores superiores (primeiro neurônio).

A Associação Brasileira de Esclerose Amiotrófica tem se dedicado a estas pessoas e alcançado resultados animadores, com mudanças de paradigmas importantes frente a uma doença tão temida quanto ELA. Conheça também a Associação de ELA.

Por Drª. Luciana Alves PhD – Fundadora e Líder de PACEMAKERusers – Portadora de marca-passo cardíaco

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