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Crianças também podem necessitar de implante de marca-passo

Para a maioria da população leiga, existe a idéia de que somente pessoas idosas podem vir a necessitar de marca-passo. Porém, em casos muito específicos, as crianças também podem necessitar do implante de marca-passo (seja para estimulação cardíaca artificial ou estimulação diafragmática para ajudar na respiração, por exemplo).

Falando especificamente da estimulação cardíaca artificial através de marca-passo em crianças, alguns aspectos particulares devem ser considerados:

O uso de marca-passo definitivo em crianças é raro, sendo a lesão cirúrgica do sistema de condução durante correção de cardiopatia congênita a principal causa de implante.

As bradiarritmias (arritmias que cursam com frequencia cardíaca baixa) pós-operatórias permanentes têm sido relacionadas a alta morbidade, devido a arritmias ou comprometimento hemodinâmico.

A cirurgia de implante de marca-passo em uma criança também é diferente do procedimento em um adulto. Devemos lembrar sempre que a criança vai crescer e o marca-passo deve ser implantado de forma a acompanhar o crescimento dela.

O implante do marca-passo permite à criança um desenvolvimento muito próximo ao normal, desde que se façam os controles periódicos adequados da prótese. Não há restrições às brincadeiras e atividades típicas da idade.

Muito mais raramente, algumas crianças portadoras de doenças elétricas primárias cardíacas (Síndrome de QT longo, por exemplo) necessitam ser submetidas a implante de um tipo especial de marcapasso chamado Cardioversor Desfibrilador Implantável (CDI), que monitora o ritmo cardíaco e é capaz de reverter uma arritmia potencialmente fatal, seja por estimulação ou por cardioversão (“choque”para reverter uma arritmia potencialmente fatal). Essas crianças em especial devem ser acompanhadas com maior proximidade.

Resumindo, as crianças também podem ser acometidas por alterações no sistema elétrico cardíaco e a estimulação cardíaca artificial permite um desenvolvimento pleno destas crianças até a fase adulta.

Por Drª. Claudia da Silva Fragata – CRM/SP 98985 – Autora convidada de PACEMAKERusers

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