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Extrusão de marca-passo: o que é?

A extrusão consiste em uma complicação rara e geralmente tardia do implante do marca-passo onde partes do mesmo saem da pele e são expostas. Neste caso, podem ser expostos os cabos e ou o próprio gerador do dispositivo.

A extrusão pode ser inicialmente observada com a retração da pele sobre o marca-passo e ou mudança da cor sobre a loja para roxo ou vinho. A retração progride à medida que o subcutâneo retrai e o espaço entre a pele e o gerador diminui, expondo cada vez mais as suas partes a olho nu. A suspeita de extrusão é sempre uma emergência pelo risco de infecção do sistema e endocardite quando a pele se rompe, por menor que seja a área exposta.

Um estudo publicado por Nunes e outros (2009) revelou que apenas 0,59% dos casos de complicações associadas ao implante de dispositivos de estimulação cardíaca artificial foram atribuídos à extrusão, e assim mesmo, em pacientes chagásicos. Em um outro estudo desenvolvido por Sahin e outros (2012) a ocorrências da erosão na pele foi estimada em 0,8% dos casos. Neste estudo os autores apontam para o fato de que a vulnerabilidade da pele de pacientes idosos predispõe a esta complicação, uma vez que a pele costuma se fina nesta população e mais vulnerável no caso de sofrer arranhões e no caso de coceiras. Neste estudo apontaram que cerca de 32 % a 42 % das infecções relacionadas ao marca-passo, estão associadas com a erosão/extrusão da bolsa onde o mesmo é implantado. Ressaltam entretanto, que a extrusão completa do gerador do marca-passo é raro e pode advir do nível de uma baixa imunidade, falta de higiene, pobreza, ou até mesmo déficit cognitivo (como nas doenças demenciais, por exemplo, no Alzheimer).

Via de regra, para a manutenção de uma condição saudável da pele sobre a qual o gerador está implantado, a boa higiene e cuidados adicionais em pacientes com risco aumentado para este tipo de complicação, como em pacientes diabéticos que têm maior risco para desenvolver infecções e dificuldade para cicatrização de feridas, são fundamentais. Além disso deve-se atentar para hematomas que não estão sendo tratados e que podem também podem evoluir para abertura da sutura (ferida operatória), migração, erosão, ou infecção da ferida operatória podendo provocar extrusão total do gerador. Os Idosos, mesmo após o completo fechamento da ferida cirúrgica, devem ter cuidados adicionais e manter uma vigilância continuada sobre o aspecto da pele sob a qual o gerador está implantado, sendo adequado que o dispositivo seja implantado o mais profundamente possível, e não uma bolsa sob a pele. Desta forma, pode-se aumentar as probabilidades de se evitar esta rara complicação.

O fato é que a localização do implante deve ser sempre considerado pelo cirurgião levando-se em conta que quanto mais superficial estiver o dispositivo, maiores as chances de complicações pela menor camada de proteção sobre o gerador. Vale lembrar ainda que em pacientes com pouco tecido subcutâneo uma estratégia para minimizar o risco de extrusão é o implante submuscular (sob o músculo peitoral maior). Esta técnica apresenta resultado estético melhor, apesar de maior dor no pós-operatório e de maior possibilidade de detecção de potenciais musculares pelo marca-passo.

A extrusão consiste em uma complicação rara e geralmente tardia do implante do marca-passo onde partes do mesmo saem da pele e são expostas. Neste caso, podem ser expostos os cabos e ou o próprio gerador do dispositivo.

A extrusão pode ser inicialmente observada com a retração da pele sobre o marca-passo e ou mudança da cor sobre a loja para roxo ou vinho. A retração progride à medida que o subcutâneo retrai e o espaço entre a pele e o gerador diminui, expondo cada vez mais as suas partes a olho nu. A suspeita de extrusão é sempre uma emergência pelo risco de infecção do sistema e endocardite quando a pele se rompe, por menor que seja a área exposta.

Um estudo publicado por Nunes e outros (2009) revelou que apenas 0,59% dos casos de complicações associadas ao implante de dispositivos de estimulação cardíaca artificial foram atribuídos à extrusão, e assim mesmo, em pacientes chagásicos. Em um outro estudo desenvolvido por Sahin e outros (2012) a ocorrências da erosão na pele foi estimada em 0,8% dos casos. Neste estudo os autores apontam para o fato de que a vulnerabilidade da pele de pacientes idosos predispõe a esta complicação, uma vez que a pele costuma se fina nesta população e mais vulnerável no caso de sofrer arranhões e no caso de coceiras. Neste estudo apontaram que cerca de 32 % a 42 % das infecções relacionadas ao marca-passo, estão associadas com a erosão/extrusão da bolsa onde o mesmo é implantado. Ressaltam entretanto, que a extrusão completa do gerador do marca-passo é raro e pode advir do nível de uma baixa imunidade, falta de higiene, pobreza, ou até mesmo déficit cognitivo (como nas doenças demenciais, por exemplo, no Alzheimer).

Via de regra, para a manutenção de uma condição saudável da pele sobre a qual o gerador está implantado, a boa higiene e cuidados adicionais em pacientes com risco aumentado para este tipo de complicação, como em pacientes diabéticos que têm maior risco para desenvolver infecções e dificuldade para cicatrização de feridas, são fundamentais. Além disso deve-se atentar para hematomas que não estão sendo tratados e que podem também podem evoluir para abertura da sutura (ferida operatória), migração, erosão, ou infecção da ferida operatória podendo provocar extrusão total do gerador. Os Idosos, mesmo após o completo fechamento da ferida cirúrgica, devem ter cuidados adicionais e manter uma vigilância continuada sobre o aspecto da pele sob a qual o gerador está implantado, sendo adequado que o dispositivo seja implantado o mais profundamente possível, e não uma bolsa sob a pele. Desta forma, pode-se aumentar as probabilidades de se evitar esta rara complicação.

O fato é que a localização do implante deve ser sempre considerado pelo cirurgião levando-se em conta que quanto mais superficial estiver o dispositivo, maiores as chances de complicações pela menor camada de proteção sobre o gerador. Vale lembrar ainda que em pacientes com pouco tecido subcutâneo uma estratégia para minimizar o risco de extrusão é o implante submuscular (sob o músculo peitoral maior). Esta técnica apresenta resultado estético melhor, apesar de maior dor no pós-operatório e de maior possibilidade de detecção de potenciais musculares pelo marca-passo.

Por *Drª. Luciana Alves PhD; **Dr. Bruno Valdigem

* Fundadora e Líder de PACEMAKERusers – Portadora de marca-passo cardíaco

**Etrofisiologista, Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e Membro da SOBRAC (Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas) – CRM/SP 11853 – Autor convidado de PACEMAKERusers

Imagem: Arquivo MGF

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