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Marca-passo em cães

Há mais de 50 anos, em 1958, o primeiro marca-passo foi implantado em um ser humano. Mas na evolução histórica dos relatos de implantes de marca-passos, também entram em cena os bichinhos de estimação. É isso mesmo. Em 1968, foi realizado com sucesso, o primeiro implante de marca-passo em um cachorro.

O porte do animal, seja ele grande ou pequeno, e sua idade, não são fatores limitadores para o implante de marca-passo, podendo estes animais ter corrigidas suas arritmias cardíacas. Assim como em humanos, os animais também podem apresentar problemas cardíacos como por exemplo, a bradicardia, condição na qual os batimentos cardíacos são bastante lentos.

Ainda que esta história comece em 1968, apenas na década de 1980 é que o número de implantes nestes animais começou a subir. Um dos motivos limitadores se tratava do custo do dispositivo. Entretanto, na década de 80, as funerárias começaram a doar marca-passos de pacientes falecidos para os veterinários. Com o surgimento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), também conhecida como AIDS, a manipulação dos dispositivos deixou de ser realizada pelas funerárias e os esforços para aquisição dos dispositivos passaram a ser para sua captação por meio de doações realizadas pelos fabricantes de marca-passos. O enfraquecimento da bateria de dispositivos implantados em humanos torna seu uso impróprio, entretanto, para os animais, o mesmo pode ser reaproveitado.

O CanPacer criado e mantido pela American College of Veterinary Internal Medicine (Colégio Americano de Medicina Veterinária Interna) mantém suas atividades de pesquisa para pesquisa veterinária em cardiologia, a partir da doação destes dispositivos, realizado por alguns fabricantes de marca-passo. Os dispositivos doados pelas empresas são vendidas a preços mais acessíveis, e o recurso advindo da venda é revertido para o desenvolvimento de pesquisas.

No Brasil, em 2002, a Revista de Educação Continuada do Conselho Nacional de Medicina Veterinária de São Paulo publicou um relato de caso de um implante realizado em abril de 1999 em […] um animal da espécie canina, fêmea, raça Maltês, com um ano e seis meses de idade e pesando 3,2 quilogramas, foi encaminhado ao Serviço de Cardiologia do Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo.

Após o implante do marca-passo o bichinho de estimação passou a manter uma frequência cardíaca de 84 bpm. Cães, gatos, furões e cavalos têm sido beneficiados.

Que bom que nossos amigos de quatro patas também podem usufruir desta tecnologia! E seus donos, de seu agradável convívio por mais tempo.

Para quem gosta de Curtir aí vai uma dica de Fan Page no Facebook: Dogs with Pacemakers

Por Luciana Alves PhD; *Eduardo Palma

*Fundadora e Líder de PACEMAKERusers – Portadora de marca-passo cardíaco

**Estudante de Medicina Veterinária Faculdades Integradas Adamantinenses – Portador de marca-passo cardíaco – Autor convidado de PACEMAKERusers

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